
Em 12 fotografias, há imagens de meu corpo, vagas, aprisionadas em uma solidão do próprio subconsciente. Obcecada por essa intimidade, e na inspiração do romancista Milan Kundera, tive como um real para sempre desaparecida. É essa obsessão, feita de distância na proximidade, de ausência na presença, de imaginário no real que nos faz amar as fotografias e lhes proporcionar todas as suas áureas: única aparição de um longínquo, por próximo que esteja. E tal contexto as quais represento se evidenciarão nas próprias imagens do meu corpo não totalmente definidas e de um rosto não identificado nessa enigmática luz que reflete uma ausência de identidade. Em “A insustentável leveza do ser” estou exposta em minha libido narcisista tendo a rosa vermelha como identidade que se perde e traduz a leveza e conformidade deste aprisionamento do subconsciente que levamos para todo sempre.
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